Nossa história — 2012 a 2025

A história
da APEG-DF.

Mais de uma década conectando pesquisadores, empresários e gestores para defender, fortalecer e expandir a ciência e tecnologia no Distrito Federal.

Fundação 2012
Sede Brasília, DF
Foco CT&I no DF
Parceiro estratégico FAP-DF
Reunião de fundação da APEG-DF
2012
Ano de fundação
Origem e propósito

Nascida de uma reunião.
Crescida pela ciência.

A Associação dos Pesquisadores, Empresários e Gestores do Distrito Federal (APEG-DF) nasceu em 2012, de uma reunião que reuniu majoritariamente pesquisadores da UCB, da UnB e da Embrapa. A iniciativa foi encabeçada pela professora Maria Sueli Felipe e pelo Dr. Ruy de Araújo Caldas, e desde o primeiro encontro a missão da Associação ficou clara: atuar como elo entre pesquisadores, empresários, gestores e o Governo do Distrito Federal, Executivo e Legislativo, por meio da FAP-DF, em pontos críticos para a continuidade de recursos e projetos estratégicos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

Maria Sueli Felipe assumiu a presidência da Associação logo em sua fundação, tendo como vice-presidente a professora Sonia Bao. Com a posse de Sonia Bao como vice-reitora da UnB, ainda em dezembro de 2012, o cargo passou para o Dr. Ricardo Alamino Figueiredo, à época já uma referência na Embrapa-Cenargen/DF.

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Profa. Maria Sueli Felipe
Fundadora e primeira presidente da APEG-DF · UCB / UnB
🧬
Dr. Ruy de Araújo Caldas
Co-fundador · Embrapa-Cenargen/DF
🎓
Profa. Sonia Bao
Primeira vice-presidente · Posteriormente vice-reitora da UnB
Trajetória

Uma trajetória
de mobilização.

Cada capítulo reflete o compromisso da APEG-DF com a defesa de políticas sustentáveis de CT&I para o Distrito Federal.

2012
Primeiras pautas

As primeiras pautas

Desde a reunião fundadora, os associados já apontavam um desafio que atravessaria as décadas seguintes: a criação de um Fundo para Ciência e Tecnologia no DF que desse autonomia financeira à FAP-DF, permitindo que recursos não utilizados em um ano permanecessem disponíveis para o seguinte, em vez de retornarem ao caixa geral do GDF em 31 de dezembro. Até hoje esse objetivo não foi plenamente concretizado, e segue como um dos maiores desafios do ecossistema de CT&I do Distrito Federal — tornar o sistema fruto de uma política de Estado, e não de governo.

Outras prioridades definidas naquele momento incluíam a revisão do Estatuto da FAP-DF, a reestruturação do seu quadro de pessoal (um gargalo histórico, hoje bem mais equacionado) e o esforço para ampliar o quadro de associados da APEG-DF.
Marco fundador
2009–2010
Mobilização

A grande mobilização

O episódio mais marcante da atuação da APEG-DF remonta ao período de 2009/2010, quando a dotação orçamentária da FAP-DF foi abruptamente reduzida de 2% para 0,1%, ainda no governo José Roberto Arruda. A resposta foi uma ampla mobilização da comunidade científica, tecnológica, de pesquisadores, gestores e empresários junto à Câmara Legislativa do DF (CLDF).

Dessa articulação junto à CLDF e ao então governador Agnelo Queiroz resultaram conquistas importantes: a construção de uma proposta de plano de trabalho bianual para a fundação, em conjunto com a comunidade de CT&I; a reformulação do Conselho Superior da FAP-DF e a retomada de sua agenda de reuniões, interrompida por anos; e a mobilização que culminou na aprovação da PELO nº 5/2011, que previa restabelecer, de forma escalonada até 2021, os 2% da receita corrente líquida do DF destinados à FAP-DF — meta cumprida apenas parcialmente, já que nos últimos vinte anos nenhum governo do DF respeitou integralmente essa dotação orçamentária.
Mobilização histórica
2014–2018
Articulação

A Frente Parlamentar e o diálogo com o Executivo

Entre 2014 e 2018, a APEG-DF intensificou sua articulação com deputados distritais que priorizavam a pauta de CT&I, com destaque para Wasny de Roure e Joe Valle. Nesse contexto, a SBPC encaminhou carta aberta defendendo maior independência da FAP-DF em relação à Secretaria de CT&I do GDF, propondo um sistema de mandato para presidência e diretoria da fundação, escolhidos por comitê de busca indicado pela comunidade científica — modelo já adotado por outras FAPs do país. A APEG-DF endossou a carta e apoiou os nomes indicados pela comunidade local para o Conselho Superior da fundação.
Frente Parlamentar em Defesa da Ciência e da Tecnologia — set/2014
Em 30 de setembro de 2014, os deputados Joe Valle (PDT) e Wasny de Roure (PT) assinaram, diante de dezenas de representantes da comunidade científica, o requerimento de criação da Frente Parlamentar em Defesa da Ciência e da Tecnologia. Na ocasião, foi entregue a Carta Aberta da Comunidade Acadêmica, Científica e Tecnológica do DF, com 21 propostas para uma política de Estado em ciência, tecnologia e informação. Participaram entidades como SBPC, Agência Espacial Brasileira, UnB, Universidade Católica de Brasília, Uniceub, Fiocruz e Embrapa.
Reunião com o governador Rollemberg — ago/2016
Em 10 de agosto de 2016, representantes da FAP-DF, da UnB e da Universidade Católica de Brasília se reuniram com o governador Rodrigo Rollemberg, na Residência Oficial de Águas Claras, para discutir a aproximação entre pesquisa científica e setor produtivo. O governador se comprometeu a elaborar e enviar à CLDF um projeto de lei de inovação que regulamentasse essa interação. Estiveram presentes, entre outros, os professores Maria Sueli Felipe, Ricardo Bentes Azevedo e Maria de Fátima Grossi de Sá, além do Dr. Ricardo Alamino Figueiredo.
Articulação legislativa e executiva
2019–2021
Resistência

Nova ameaça orçamentária e resposta da comunidade

Já no governo de Ibaneis Rocha, em 2019, o GDF encaminhou à CLDF a Pelo nº 18/2019, propondo reduzir os recursos da FAP-DF para 0,3%, um corte estimado em R$ 300 milhões, sob a justificativa de que os 2% previstos não eram integralmente executados. A proposta gerou forte reação de entidades nacionais (SBPC e Academia Brasileira de Ciências) e locais, incluindo a APEG-DF.

Em novembro de 2021, a APEG-DF, junto com SBPC (nacional e DF), ANPE e SBBiotec, encaminhou nova carta ao então diretor-presidente da FAP-DF e ao Conselho Superior, reivindicando a alocação de 1% da receita corrente líquida do DF à fundação — patamar que, mesmo dez anos após a aprovação da PELO nº 5/2011, ainda não havia sido alcançado.
Defesa orçamentária
2022
Conquista

O Estatuto de 2022 e os resultados recentes

Em 5 de abril de 2022, o Decreto nº 43.189/2022 publicou o novo Estatuto Social da FAP-DF, atualmente vigente. A Associação reforça a importância de observar o cumprimento do Art. 9º desse Estatuto, que trata da composição e da escolha dos membros titulares e suplentes do Conselho Superior — ponto de alta relevância para o bom funcionamento das ações de CT&I no DF.

Como fruto de anos de mobilização de diversas entidades, entre elas a APEG-DF, o DF passou a contar com os editais Learning (Agro, Tech, Gov, Bio), além dos editais Pronex, Demanda Espontânea e Demanda Induzida, que sustentam hoje os projetos de CT&I da comunidade científica e tecnológica local. A alta procura pelo edital Deep Techs surpreendeu positivamente, evidenciando o crescimento em quantidade e qualificação dessa comunidade.
Conquista institucional
2025
Nova geração

Passagem de bastão

Da fundação em 2012 até a passagem de diretoria em 2025, agora composta por uma nova geração de pesquisadores, empreendedores, gestores e empresários, a APEG-DF buscou encaminhar pautas que contribuíram para o avanço da CT&I no Distrito Federal. O trabalho, porém, continua: o ecossistema ainda tem fragilidades a superar, e a pesquisa científica, base de todo desenvolvimento tecnológico e de inovação, segue dependendo de instituições fortalecidas, com recursos materiais e humanos à altura dos desafios do país.
Nova geração
Eixos de atuação

Uma pauta
permanente.

Ao longo de mais de uma década, a APEG-DF concentrou sua atuação em oito eixos permanentes que guiam o trabalho independentemente de qual governo esteja no poder.

01
Política de Estado para CT&I
Defesa de uma política sustentável para CT&I no DF — não uma política de governo ou partidária —, contemplando da geração de conhecimento aos ganhos para a sociedade.
02
Sistema enxuto e sólido
Consolidação de um sistema com um conselho de representatividade ampla para formular políticas públicas e uma FAP-DF robusta para executá-las.
03
FAP-DF autônoma e transparente
Uma FAP-DF com mandatos definidos para dirigentes e Conselho Superior escolhidos por comitê de busca — um mecanismo de blindagem institucional adotado pelas melhores FAPs do país.
04
Autonomia e accountability
Autonomia e responsabilidade ética na gestão do fundo orçamentário da fundação, criado em 1999, com prestação de contas clara à sociedade e à comunidade científica.
05
Recomposição do quadro técnico
Recomposição do quadro de funcionários da FAP-DF, necessária para a execução integral do orçamento anual e para o funcionamento pleno de seus programas.
06
Status de Secretaria para CT&I
Restituição do status de Secretaria à pasta de CT&I do DF, reconhecendo sua centralidade para o desenvolvimento da RIDE e do país.
07
Participação e monitoramento contínuo
Participação e monitoramento contínuo, pela comunidade de CT&I, dos temas afetos à área nas esferas legislativa, executiva e judiciária.
08
Academia e setor produtivo
Maior integração entre academia e setor produtivo, com editais equilibrados para empresas de base tecnológica, coworkings, startups, NITs, incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos como o Biotic.
34+
Anos de FAP-DF (criada em nov. 1992)
Ver como atuamos →
A fundação

Uma fundação com
34 anos de desafios.

A FAP-DF foi criada em 4 de novembro de 1992 pela Lei nº 347. Independentemente do governo no poder, a APEG-DF acompanha de perto sua gestão — e o problema mais recorrente permanece o mesmo: o baixo volume de recursos e a não integralização orçamentária dos valores legalmente destinados à fundação pela Lei Orgânica do DF.

Como dizia o ministro Marco Antônio Raupp: "o rumo está certo, mas a velocidade está errada."

Nova geração APEG-DF — planejamento estratégico
Próximo capítulo

A história
continua.
Com você.

Uma nova geração de pesquisadores, empreendedores, gestores e empresários assumiu o compromisso em 2025. O ecossistema ainda tem fragilidades a superar — e a pesquisa científica, base de todo desenvolvimento tecnológico e de inovação, segue dependendo de instituições fortalecidas.

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